sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?

Temo desapontar ao leitor que tenha sido atraído para esta leitura pensando se tratar de uma crônica sobre tão famosa música do cancioneiro brasileiro ou uma antologia da vida não menos célebre de seu autor, Noel de Medeiros Rosa, o Noel Rosa. De certa forma compenso a frustração com uma reflexão baseada sim na música em pauta.

Inspirei-me ao produzir este texto numa contraposição entre a dependência que deveríamos ter de Deus e o relato feito pelo autor musical nesta peça. Dizem os estudiosos e historiadores de Noel, que frustrados pela desistência do curso médico, seus pais, o comerciante português Manuel Garcia de Medeiros Rosa e a professora Martha de Medeiros Rosa, declararam guerra à vida boêmia e desregrada que logo mais lograria ao filho uma terrível tuberculose que o abateria aos 27 anos de idade.

Neste embate, certo dia ao se preparar para a freqüência de mais uma roda de samba com os amigos, sua mãe simplesmente lhe esconde as roupas para que não saísse de casa. Este evento teria tido lugar em 1930, quando lançou sob insígnia de grande sucesso esta música “com que roupa”. A letra deste samba se inicia com uma comunicação de decisão: “Agora vou mudar minha conduta...”

É sempre salutar e desejável a análise de nossas condutas e a consideração de mudanças de rumo. Este é o maior objetivo deste texto. Ao se ver “desarrumado” e com “a vida nada fácil”, o autor decide ir à luta, se arrumar e se reabilitar. Em todo o tempo a música repete em refrão: “com que roupa eu vou pro samba que você me convidou”. 

Quero pedir ao amável e paciente leitor que considere esta pergunta à luz de suas escolhas de roupas no dia a dia. Você costuma se perguntar com que roupa deve ir a este ou àquele lugar? Talvez as mulheres sejam as mais afeitas a este tipo de consideração. Muitas delas promovem um auto-desfile diante do espelho antes de escolher o modelito que deverão envergar frente a uma saída proposta e levando em conta os possíveis convivas que haverá de encontrar.

Conta-se que Bem Carson, um renomado neurocirurgião americano, ao se dispor para qualquer saída de casa, abre seu guarda-roupa e pergunta a Deus com que gravata deve sair. Que exemplo para nós! Estamos acostumados ao chavão “o mundo não deveria olhar para nós que participamos da igreja de Jesus, mas para o próprio Jesus”.

Você já parou para analisar de que modo o mundo vai olhar para Cristo, se aqui Ele não está? O mundo não tem outro parâmetro para o qual olhar e onde reconhecer o protótipo de Jesus senão a nós mesmos. Neste contexto assim desenhado, volto com minha pergunta: “com que roupa eu vou?”.

Vale a pena analisar que tipo de apresentação, que tipo de posturas temos apresentado nos campos da ética e moral pessoais, de nosso profissionalismo, da conduta ambiental, do trato com as pessoas.

Será que, nos contemplando, as pessoas do mundo podem enxergar pelo menos um desenho garatujado e grosseiro de Jesus? Ou será que nossos modelos de conduta são tão gritantes que de pronto nos colocam em antítese ao mestre? É claro que o termo “roupa” aqui transcende a qualquer discussão sobre vestuário, nosso enfoque envolve a roupagem montada pelo conjunto de nossas condutas. Aliás, aprofundo ainda mais a pergunta: “com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?

Sem qualquer juízo de valor ao gênero musical, o convite ao samba representa os mais variados convites que o mundo nos faz. Qual tem sido nossa resposta? Temos aceito de braços abertos a todo e qualquer “convite” feito pelo mundo e nos tornado como o mundo é ou temos analisado se o convite que recebemos não fere o padrão de testemunho cristão? Portando aqui reside uma interessante dicotomia de nosso comportamento cristão. Por um lado, o foco está na “roupa” e por outro na resposta ao “convite do samba”.

A roupa representa o estereótipo, o molde de posturas cujo coletivo desenha “nossa cara” diante das mais diversas situações. Como dito acima esta “roupa” inclui nossa ética, nossa moral, nossa cidadania e nossos costumes. O segundo elemento é exatamente “o convite do samba”.

Curioso é notar que diante dos convites, que são as mais diversas situações em que se encarece a apresentação diferenciada do cristão, dois aspectos devem ser pesados na balança. O primeiro é “se devo aceitar o convite do samba”. As situações mais diversas diante das quais nos deparamos devem ser consideradas sob o crivo “em meu lugar, o que Jesus faria?”ou “recebendo o convite deste samba, Jesus confirmaria presença?”.

Não há dúvidas de que o testemunho cristão não se coaduna com todos “os convites de samba” que o mundo faz. O segundo elemento admite a resposta positiva ao convite. É a “roupa” e nos remete à cena do guarda-roupa aberto e diante deles cada um de nós nos perguntando: - “com que roupa eu vou pro samba que você me convidou?”Lembremo-nos de que o mundo tem os olhos abertos sobre nós e espera ver em nós imitações de Cristo, o que, aliás, valeu aos crentes da igreja primitiva o alcunha de cristãos, pequenos Cristos.

Gosto de imaginar os discípulos Pedro e João às portas do templo. Diante do pedinte de mãos estendidas, eles dão uma resposta eloqüente: - Olhe para nós! Que audácia! Que segurança! Quem assim fala não teme a visão de quem contempla. Será que podemos nos voltar ao mundo e dizer: - Ei! Olhem para nós? Oxalá nossa resposta aos convites do mundo seja tão coerente e nossa roupa seja tão digna de ser envergada por um cristão que o mundo ao nos contemplar veja Cristo estampado em nós!

Amém!

Por Gilvano Amorim Oliveira

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

VENCENDO AS OPRESSÕES

A história de Israel no Egito ilustra muito bem o que é enfrentar opressão. A opressão traz abatimento das forças e conduz a um estado de prostração.

O faraó recorreu a medidas mais cruéis. Investiu, impiedosamente, contra as famílias dos hebreus.

Assim pode acontecer no dia-adia do homem moderno. As demandas, as incompreensões, a exploração, e mesmo uma vida totalmente desordenada, sem propósitos, leva às opressões e ameaças.

Mas o processo da vitória começa quando identificamos quem ou o que está por trás da opressão: pode ser alguém, pode ser as circunstâncias, pode ser o Adversário ou pode ser nós mesmos.

A opressão vivida pelo povo hebreu no Egito, nos mostra algumas causas porque somos oprimidos. Mas da mesma maneira como Deus interveio na vida do Seu povo, continua nos dando vitórias sobre toda e qualquer opressão.

Compreendamos o segredo da vitória no mundo espiritual: a libertação por meio do Deus que intervém.

A proteção e a provisão divinas estão disponíveis para os Seus filhos em momentos de necessidade. 

Experimentemo-las!

Com amor,

Pr. Olney Basílio Silveira Lopes
(extraído do InforMemorial - 16.01.2011 / ano VIII - n° 16)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A EXPERIÊNCIA NO SOFRIMENTO

A  Palavra de Deus encoraja a resignação e a perserverança nos momentos de dor, de tristeza e de sofrimento, tantos mais quantos estes momentos são vividos na própria alma.

As histórias dos poderosos atos de consolo divino precisam ser conhecidas e compartilhadas. É necessário contar como Deus age em todas as situações para o bem dos que O servem com amor.

Conheço histórias de homens e mulheres que experimentaram na alma sofrimentos insurportáveis. Mas foi nessas condições que descobriram um novo significado da espiritualidade bíblica.

A fé não exige o que queremos. Ele confia na bondade de Deus, apesar das tragédias da vida. Deus pode negar nossos pedidos, mas nunca vai decepcionar nossa confiança, pois ainda que permita a tristeza, ele usa de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias. Assim, as situações desfavoráveis da vida são tranformadas em fatores de bençãos e de êxito.

As esperiências no sofrimento podem ser vencidas pelo poder da oração. A inevitável pergunta "Ó Deus, como tu permites que isso aconteça?", pode ser um convite à oração que gera esperança.

Quem se entrega às dúvidas para de orar. Mas aquele que ora para de duvidar!

Quanto mais humanos formos, mais Deus será Deus no processo da dor, da tristeza e dos sofrimentos. A dependência total e diária d'Ele é o poder do consolo em nossos sofrimentos. Só assim podemos consolar os outros com a mesma consolação com que somos consolados por Deus.

Pr. Olney Basílio Silveira Lopes
(Extraído do InforMemorial - 18.09.2011 / Ano VIII - n° 51)

domingo, 11 de setembro de 2011

ANGÚSTIA

Os principais autores de livros, no campo da psicologia moderna, e os estudiosos dos problemas sociais de nossos dias, são unânimes em declarar a angústia como a condição e o estado de espírito do homem moderno.

Por angústia, que de uma forma quase universal alcança todos os homens, poderíamos descrever como sendo um desespero da alma pelas limitações de tempo e espaço. Não se pode estar quando e onde se quer.

Também podemos descrever como sendo o sofrimento e a frustração dolorosa por não se ter resposta para as questões mais aflitivas da alma. Os homens continuam trazendo perguntas e questões para as quais não se oferecem respostas satisfatórias e, por isto, entram em estado de angústia.

Mas graças ao Deus Eterno, a quem podemos expor as nossas angústia! Ao Senhor clamamos e Ele se torna o nosso refúgio e a nossa porção na terra dos viventes.

O Senhor conhece a vereda e a aflição do homem moderno! Ele se tornou um de nós em Jesus Cristo. Por isso, Ele pode tirar a nossa alma da prisão da angústia.

Louvemos o Seu Nome!!!

Com amor,

PR. Olney Basílio Silveira Lopes
(Extraído do InforMemorial - 11.09.2011 / Ano VIII - n° 50)

domingo, 7 de agosto de 2011

FÉ OU PENSAMENTO POSITIVO? VOCÊ DECIDE!

Vivemos dias em que a palavra fé é léxico comum de nosso vocabulário e nebuloso conceito envolvido com uma série de disposições que tem em comum construir algo que desejamos e que ainda não temos. Fé em nossos dias traz embutida uma idéia de algo temos à nossa disposição como matéria prima para criação totipotencial do que quisermos.

Como uma espécie de célula-tronco que pode se diferenciar em qualquer tipo de tecido, a fé no conceito corrente nos permite trazer à realidade o que desejarmos. Precisamos buscar na Palavra de Deus elementos que nos referenciem em relação ao tema. Na carta de Paulo aos Romanos, em seu capítulo 14 na parte "b" do versículo 23, encontramos uma aposição entre pecado e fé que é muito importante para a compreensão do conceito de fé. Diz assim o texto: “... tudo que não é de fé é pecado.”

Ao longo do tempo temos interpretado o texto do capítulo onze de Hebreus de forma errônea. Fé tem sido confundida com pensamento positivo.

Facilmente entende-se desta porção bíblica que fé é a confissão de algo que queremos que venha à existência. Assim transformamos fé em algo semelhante ao pensamento positivo. Há que se entender bem este tema.

Pensamento positivo é uma instituição diabólica. A nova era prega que Deus personificado como a Bíblia menciona não existe e que “deus” é uma força interior contida em cada um de nós, cujo despertar e desenvolvimento pode nos conferir especiais poderes. Assim contemos em nós mesmos pequenos (que podem se tornar grandes segundo o que dizem!) deuses criadores que, à nossa disposição, podem, como servos quedados às nossas ordens, nos dar o que quisermos. Não vamos discutir a essência e a natureza desta "força interior" aqui, mas este é o ponto inicial para entendermos o conceito de pensamento positivo. Se temos uma poderosa força interior em potencial somos capazes de controlar os acontecimentos de nossa vida. Canalizar os fatos tidos como bons e desejáveis e desviar os ruins é o âmago do pensamento positivo. Esta tese não encontra eco na Bíblia. Deus não é nosso serviçal que, ao ouvir o que queremos, se curva em mesura e num átimo nos atende como desejamos. O mencionado texto de Romanos nos diz que "...tudo que não é de fé é pecado".

Surge aqui uma pista importantíssima para compreensão da fé. Fé é o contrário, é a antítese de pecado. Pecado é a ligação espiritual com o príncipe deste mundo ao passo que fé é ligação com Deus.

Se estivermos ligados a Deus, ao contrário de impor ordens e desejos, procuraremos, como seus servos, cumprirmos sua vontade e permitirmos que Ele cresça em nós e que diminua nosso “eu” pessoal.

Agora sim, estando ligados a Deus podemos ter confiança de que sua palavra e de suas promessas, ainda que não sejam ainda realidade, virão à luz.

Com este conceito em mente, examinemos o versículo um de Hebreus onze: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. O firme fundamento é a rocha, que é Cristo. O firme fundamento não é uma confissão positiva, uma declaração sem titubear baseada em elementos pessoais e certezas embasadas na supérflua transitoriedade humana. Se não podemos garantir nosso coração pulsante daqui a um mísero segundo como poderemos trazer a realidade coisa alguma?

Vejam como a cilada do pensamento positivo não se sustenta! Já o firme fundamento, que é Cristo, este sim é absolutamente confiável! Nele podemos descansar e esperar. Nele não há sombra de variação, nele não há instabilidades. Agora que estamos embasados no firme fundamento, podemos dizer que Ele é a garantia das coisas que se não vêem. Ele mesmo é a prova da existência daquilo que ainda não existe, pois Ele a tudo criou e a tudo cria.

Analisemos estas porções da Palavra de Deus:

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém". Romanos 11:36.

"E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele". Colossenses 1:17.

"Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele". 1 Coríntios 8:6 .

Eis a identidade do “firme fundamento” e sua performance criadora! Conhecer e relacionar-se com o firme fundamento é a essência da vida cristã. Logo adiante no capítulo onze de Hebreus o autor menciona: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe (agradar a Deus ( parênteses nosso); porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.

Portanto, conhecer a Deus e se relacionar com Ele é condição sine qua non da vida cristã. Esta aproximação é feita por meio da fé. A fé nos leva a um crescente relacionamento com Deus. Este crescimento nos divorcia dos encantos deste mundo e nos aponta uma outra realidade. Como se menciona em Hebreus 11.14-15: “Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar”. Mais uma vez fica clara a distinção entre os binômios “pecado-mundo” (a pátria de onde saimos) e “fé-céu” (a pátria que buscamos). Ligados a Deus, recebemos de suas mãos toda sorte de boas dádivas que desejarmos, segundo sua contade. É Deus quem nos dá o que desejamos como pai amoroso e não nossa própria vontade canalizada em “pensamento positivo”.

Paulo escrevendo aos Romanos corrobora este pensamento: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?" Romanos 8.32”.

Portanto, devemos rejeitar o conceito de que nossa mente é fonte infinita de poder e que tudo podemos e alcançamos com pensamento positivo. Devemos compreender que, embora haja similitudes de resultados, fé nada tem a ver com pensamento positivo. Segundo o pensamento positivo, o homem arrogante e pseudo autosuficiente prescinde de Deus e, segundo a fé, o homem submetido a Deus dele espera o que deseja seu coração. Sabendo que Deus não é injusto para se esquecer de nós e que, se nEle nos deleitarmos, Ele mesmo concederá o que deseja nosso coração, decidamos pela fé!

Conhecendo melhor estes conceitos, analise-os bem.

Faça sua escolha: Fé ou pensamento positivo?  Você decide

Por Gilvano Amorim Oliveira
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Blog Novo Caminhar: EXISTE ESPERANÇA

Blog Novo Caminhar: EXISTE ESPERANÇA: "Diante das pressões e das tensões na vida cotidiana, chegamos a perguntar: EXISTE ESPERANÇA para o homem de hoje? Sim, há esperança, porqu..."

EXISTE ESPERANÇA


Diante das pressões e das tensões na vida cotidiana, chegamos a perguntar: EXISTE ESPERANÇA para o homem de hoje?

Sim, há esperança, porque DEUS NOS AJUDA!!!

DEUS NOS AJUDA a lidar com a corrida desordenada da vida e a examinar a nós mesmos.

Ajuda-nos a lidar com os dilemas e a buscar significado e propósito para a vida - uma vida com propósito!

DEUS NOS AJUDA a responder questões existencias como: por que existo?

Ele nos ajuda a ter contentamento no trabalho - o trabalho é benção.

Ajuda-nos a cultivar relacionamentos saudáveis!

DEUS NOS AJUDA a viver muito bem com nossos filhos, evitando remorsos e a sermos felizes no casamento.

Ajuda-nos a ver o dinheiro através de uma perspectiva bíblica, e não secular.

DEUS NOS AJUDA a ter sabedoria no uso do tempo e a tomar decisões a fazer escolhas certas.

Ajuda-nos a lidar com o orgulho, com o medo, com a ira.

Também a lidar com a questão da independência e a evitar o sofrimento.

Sim, DEUS NOS AJUDA a viver uma vida de integridade, trabalhando a mente, a tentação e o pecado.

Com amor,

Pr. Olney Basílio Silveira Lopes